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CANDIDATURA
DE SIRKIS SOB AMEAÇA. TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL VAI DECIDIR
PEDIDO DE IMPUGNAÇÃO APRESENTADO POR VINICIUS CORDEIRO.
Carlos Newton - Fonte: A Tribuna da imprensa
- dia 12/08/08
Pela primeira vez, a candidatura de um dirigente
partidário - no caso, Alfredo Sirkis, ex-presidente nacional
do Partido Verde - pode sofrer impugnação devido à
ocorrência de irregularidades em prestação de
contas obrigatória perante a Justiça Eleitoral. O
processo contra Sirkis foi aberto no Tribunal Regional Eleitoral
por Vinicius Cordeiro, que é candidato a prefeito do Rio
de Janeiro pelo PTdoB.
Na solicitação, ele denuncia que
Sirkis, na condição de presidente do partido, era
responsável pelas contas do PV que foram rejeitadas devido
a várias irregularidades, como falta de apresentação
de balanço patrimonial, além da impossibilidade de
se investigar o destino dos recursos públicos do Fundo
Partidário e a própria movimentação
financeira do partido. As contas do PV recusadas pelo TSE se referem
ao exercício de 1998, quando Sirkis presidia o partido nacionalmente.
O relator do processo foi o ministro Gilmar Mendes, que hoje preside
o Supremo Tribunal Federal.
No julgamento do recurso apresentado pelo partido,
o ministro Cezar Peluso denunciou que o PV "prestou informações
falsas para assegurar a aprovação de sua prestação
de contas de 1998, demandando tal fato, até mesmo, em providências
por parte do Ministério Público e da Secretaria da
Receita federal, podendo tal fato ser descrito como crime".
Improbidade
O candidato Vinicius Cordeiro, que é advogado, afirmou que
Sirkis também pode ser enquadrado com base na Lei 8.429,
que pune os crimes de improbidade administrativa. Explica que essa
legislação determina que estão sujeitos a penalidades
todos os que praticarem atos lesivos a qualquer entidade para cuja
criação ou custeio o erário haja concorrido
ou concorra com mais de cinqüenta por cento do patrimônio
ou da receita anual, acrescentando que é exatamente isso
que acontece com os partidos políticos cujo funcionamento
é praticamente todo sustentado por recursos públicos
do Fundo Partidário.
"A Lei 8.429 é muito clara e seu artigo
3° assinala que suas disposições são aplicáveis,
no que couber, àquele que, mesmo não sendo agente
público, induza ou concorra para a prática do ato
de improbidade ou dele se beneficie sob qualquer forma direta ou
indireta", salienta Cordeiro, dizendo que, por ironia, o PV
foi um dos partidos que recentemente assinaram um documento em Brasília
se comprometendo a não inscrever candidatos com ficha suja.
"Mas o PV se esqueceu de que Sirkis, atual
presidente do Diretório Regional do Estado do Rio de Janeiro,
tivera suas contas rejeitadas pela Justiça Federal, que puniu
com rigor a legenda, suspendendo durante um ano os repasses dos
recursos públicos do Fundo Partidário.
Além disso, nos anos de 2004 e 2005 Sirkis
não apresentou contas ao TER fluminense", salienta Cordeiro,
salientando que, no plano nacional, agora são as contas de
2005, na gestão de José Luiz Penna, que estão
sendo contestadas pela Justiça Eleitoral, que também
já encontrou graves irregularidades na prestação
de contas de 2006.
Dirigente culpa imprensa e contador
O presidente estadual do PV, Alfredo Sirkis, divulga em seu blog
pessoal um artigo em que assume a defesa da direção
nacional do partido, a propósito das fraudes e irregularidades
nas prestações de contas de 2005.
No texto, sob o título "O marrom e
o verde", afirma que as falhas na documentação
enviada à Justiça Eleitoral devem ser atribuídas
apenas a "um contador comercial, sem preparo de contabilidade
partidária", culpando também a própria
Justiça Eleitoral, sob argumento de que "as prestações
de conta são tremendamente burocráticas, prolixas,
com orientações freqüentemente contraditórias
e subjetivas".
Sobre as reportagens de vários veículos
de comunicação, como TRIBUNA DA IMPRENSA, "Folha
de S. Paulo", "O Globo", "Jornal de Brasília"
e "IstoÉ", o presidente regional do PV assinala
que "um grupo vem insuflando na imprensa marrom e nos canais
de difamação da internet, através de assessorias
de imprensa especialmente contratadas, acusações de
má fé contra dirigentes do PV".
Sirkis afirma que o partido "já prestou
ao TSE todos os esclarecimentos e já foram quase todos aceitos",
acrescentando que o tribunal "descartou todos os outros pontos
inicialmente levantados".
A realidade, porém, é bem outra.
Ao contrário do que Alfredo Sirkis anuncia em seu blog, não
é verdade que o TSE já tenha concordado com os novos
esclarecimentos enviados pela direção nacional do
PV, que ainda tenta conseguir aprovação para as contas
de 2005.
Auditoria
Os especialistas do tribunal acabam de realizar a quarta auditoria
sucessiva, sempre apontando fraudes e irregularidades nos documentos.
Todos os pareceres técnicos concluíram pela rejeição
das contas. O mais recente, concluído em junho, mostra múltiplas
irregularidades e fraudes, como uma nota fria de uma empresa que
está fechada há vários anos.
Na realidade, Sirkis defende a direção
do PV com veemência porque é o líder e mentor
da facção que comanda o partido há 19 anos.
Criado em 1986, até agora o PV só teve quatro presidentes
- Fernando Gabeira, Sidney de Miguel, Alfredo Sirkis e José
Luiz Penna. A gestão de Sirkis durou 10 anos, até
ser substituído por Penna, que desde 1999 comanda o partido,
com controle absoluto sobre a Comissão Executiva e o Diretório
Nacional.
O final da gestão de Sirkis foi desastroso.
As contas que apresentou em 1998 foram rejeitadas por falsidade
documental e o TSE puniu o PV com a suspensão dos repasses
do Fundo Partidário. Agora, mais uma vez o partido deve ter
as contas rejeitadas, nos termos do mais recente parecer técnico
dos auditores do TSE. Isso significa que mais uma vez ficará
sem receber os recursos do Fundo Partidário, de R$ 5 milhões
por ano, e terá de se manter com as contribuições
dos filiados, que nem chegam a R$ 100 mil por ano.
NOTA DO BLOG: NO FIM, A CULPA É DO CONTADOR?
E AS DIARIAS? NAO SOUBE DO ASSUNTO ATRAVES DAS ASSESSORIAS DE IMPRENSA
DE "MA FE", MAS ADVOGUEI - E GANHEI - LIMINAR (CONTRATADO
POR EDUARDO COELHO, HISTORICO "VERDE"), IMPEDINDO OS DELEGADOS
BIONICOS DE VOTAREM NA CONVENÇAO NACIONAL DO PV, PRESIDIDA
POR SIRKYS. NA OCASIAO, FUI CHAMADO POR DOIS CONVENCIONAIS DO PARTIDO
- ALIAS UM ME PEDIU DESCULPAS POSTERIORMENTE DE "ADVOGADO DE
BANDIDOS" - A OUTRA CONVENCIONAL ERA ENVOLVIDA NA QUESTAO DAS
DIARIAS POLPUDAS PAGAS COM O FUNDO PARTIDARIO, ALIAS...
NA OCASIAO, GABEIRA LAVOU AS MAOS...APENAS MESES
DEPOIS, DECIDIU SE AFASTAR DA DIREÇAO NACIONAL REELEITA COM
SEU APOIO E SILENCIO ANTE ÀS GRAVES DENUNCIAS.
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